
Associação de moradores conseguiu doação de material junto à Motiva Pantanal com intermédio da deputada Lia Nogueira (PSDB), e serviço já começou com apoio da Agesul
“É um momento histórico para as sitiocas.” A avaliação é de Angela Maria, cabeleireira e moradora da Sitioca Alvorada há mais de 20 anos, ao falar sobre o início da aplicação de material fresado nas ruas das Sitiocas Ouro Fino e Alvorada. A doação foi feita pela Motiva Pantanal à associação de moradores, presidida por Eder Silva, com intermédio da deputada estadual Lia Nogueira (PSDB), que ajudou a comunidade a viabilizar a conquista.
O fresado é um material de asfalto reciclado, retirado da recuperação de rodovias, e costuma ser usado para melhorar o acesso em vias sem pavimentação. Segundo Angela, durante muitos anos as melhorias nas ruas ficaram concentradas principalmente na via principal da região, entre aviários, hortas e propriedades localizadas ao fundo das sitiocas. Agora, com a chegada do material em grande quantidade, a expectativa é de que o benefício alcance praticamente toda a comunidade.
Ela destaca que a melhora deve ser sentida principalmente nos pontos onde o barro mais dificulta a passagem durante o período de chuva. “Vai ajudar muito as famílias que moram mais ao fundo, perto da Embrapa, e também quem vive na última rua, já na saída para a fazenda. Era uma dificuldade grande, principalmente quando chovia”, afirma.
Lia Nogueira destacou que essa melhoria é resultado de uma construção feita ao lado da comunidade. “Faz cerca de um ano que estamos trabalhando nessa demanda. Assim que a comunidade nos procurou, nós atendemos o pedido e começamos essa construção junto com a concessionária e a Agesul, por meio do Governo do Estado, a quem eu quero agradecer pelo empenho e por ter entendido a necessidade dessas famílias. Ver esse serviço começando é a confirmação de que vale a pena insistir quando o pedido é justo e importante para a população”, afirmou.
Angela também lembra ainda que a melhoria não beneficia apenas os moradores. As sitiocas recebem visitantes por causa das áreas de lazer e também dos três projetos voltados ao atendimento de dependentes químicos instalados na região, o que amplia o alcance da intervenção para além da própria comunidade.
A retirada e a aplicação do material estão sendo feitas com apoio da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), responsável pela mão de obra e pelo maquinário utilizados no serviço.