
O deputado Pedro Kemp (PT) avaliou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), durante a sessão ordinária desta quinta-feira (14), o cenário de disputa à presidência. “Acredito que candidatura de Fábio Bolsonaro naufragou, quem estava com ele precisa escolher outro candidato após as últimas denúncias e revelações envolvendo o nome do parlamentar”, considerou.
“Entre as denúncias estão ligações e registros de mensagens entre Flavio Bolsonaro e o senhor Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia anterior à sua prisão quando tentava fugir do Brasil. O motivo seria o pedido de dinheiro para financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O banco master gerou um rombo no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 47 bilhões. Quem vai restituir esse dinheiro”, questionou o parlamentar.
Pedro Kemp enalteceu o atual presidente do Brasil. “Mais cedo ou mais tarde a verdade aparece, até outro dia eu ficava olhando para essas pesquisas eleitorais e via Flavio Bolsonaro empatado com o melhor presidente da história do Brasil, Lula [PT], que viaja pelo mundo afora e é uma autoridade recebida com um tapete vermelho, um homem que tem um histórico de defensor dos pobres, que luta contra a fome e a miséria, que tem programas sociais para melhorar a vida do povo brasileiro”, concluiu o deputado Pedro Kemp.
O deputado João Henrique (NOVO) também utilizou a tribuna para falar sobre o tema. “Daniel Vorcaro esteve duas vezes em uma agenda com o presidente da República oculta, e que ninguém sabe o que foi falado. Essas mensagens do Daniel Vorcaro foram vazadas por quem? Vazadas pela Polícia Federal do Lula? Após o prazo de desincompatibilização, de onde vieram essas mensagens”, perguntou o parlamentar.
“A repercussão política e jurídica dessa troca de mensagens tem um peso diferente. O nome Bolsonaro tem marcas e investidores interessados no nome, a produção, com atores de renome internacional e inteiro produzido nos Estados Unidos. Vocês acham que houve nulidade nessa produção?”, ressaltou o deputado João Henrique.
Debate
O deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), falou da importância do debate no Parlamento. “Temos falado com a imprensa e feito reuniões com as lideranças. Sabemos que com a aproximação das eleições, que os ânimos aqui da Casa iam ficar mais acirrados e acalorados. Solicito aos senhores que independente de qual sigla partidárias e corrente ideológicas, que procuremos fazer um debate qualificado aqui nessa Casa”, definiu o parlamentar.
“Que a gente possa discutir aqui quem vai e como nós vamos resolver o problema do papel do Supremo Tribunal Federal [STF], do Poder Judiciário, influenciando as decisão dos poderes, como é que a nossa república vai respirar democracia, já que o poder emana do povo, a Constituição garante isso, e o Poder Legislativo por várias vezes tem sofrido essa pressão, que o nosso Congresso Nacional, nossa Assembleia e a Câmara possam fazer suas leis e seus debates a partir de coisas que interessam para o Mato Grosso do Sul. Eu percebo que com o advento das redes sociais e o debate raso, muita gente ache que lacrar nas redes sociais é mais importante do que a gente cuidar para que as pessoas possam ter sua cirurgia na hora certa, possam ter estrada, desenvolvimento, educação. Se precisar faremos uma reunião para que o debate seja no mínimo assim”, concluiu o presidente Gerson Claro.
O deputado Junior Mochi (MDB) analisou o discurso ideológico. “O discurso ideológico faz parte no Parlamento, o que não se pode ver aqui é a pessoalização do discurso, até para preservar as relações de uns com os outros. Apresentei uma moção de apoio aos 51 senadores que abriram a CPI do Banco Master, porque acho que a sociedade tem que saber o que aconteceu, é o maior escândalo desse pais, afeta a vida e o futuro de muita gente. Cabe a nós ter esse sentimento de unidade, estamos aqui para discutir as políticas públicas e a melhoria da vida da população sul-mato-grossense”, disse.