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Por indicação de Sandro Pacheco, prefeita aprova Lei municipal que homenageia parteira indígena

A lei sancionada oficializa a denominação da Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) da região do Bocajá O vereador Sandro Roberto Pacheco (PSD...

24/10/2025 às 14h28
Por: Redação Fonte: Câmara de Caarapó - MS
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Foto: Reprodução/Câmara de Caarapó - MS
Foto: Reprodução/Câmara de Caarapó - MS

A lei sancionada oficializa a denominação da Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) da região do Bocajá

O vereador Sandro Roberto Pacheco (PSDB) comemorou nesta semana a sanção da Lei Municipal nº 1.683/2025, publicada em 15 de outubro de 2025, que oficializa a denominação da Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) da região do Bocajá com o nome de Dona Cláudia Martins.

A nova lei é fruto de um projeto apresentado pelo próprio vereador, que atendeu a uma reivindicação da comunidade Guarani Nhandeva da aldeia Te’yikue. A proposta busca reconhecer a trajetória e o legado de Dona Cláudia, uma mulher cuja vida foi marcada pelo cuidado, pela sabedoria ancestral e pela dedicação à saúde de seu povo.

Nascida em 16 de maio de 1910, Dona Cláudia Martins foi uma parteira tradicional muito respeitada, tendo auxiliado inúmeras mulheres da aldeia em momentos de maternidade — entre elas, filhas, netas e noras. Com profundo conhecimento sobre o uso de plantas medicinais, ela também se tornou referência nos cuidados com crianças, jovens e adultos, utilizando chás e remédios naturais preparados com saberes transmitidos de geração em geração.

Reconhecida pela generosidade e solidariedade, Dona Cláudia é lembrada como um símbolo de cuidado e amor ao próximo. Faleceu em 2005, aos 95 anos, deixando um legado que segue vivo na memória e no coração da comunidade indígena.

Segundo o vereador Sandro Pacheco, a homenagem nasceu de um pedido dos próprios moradores da aldeia. “A lei aprovada pela prefeita é uma forma de reconhecer a importância de Dona Cláudia Martins, que dedicou a vida a cuidar das pessoas e que permanece viva na memória e na gratidão da comunidade”, destacou o parlamentar.

A sanção da Lei Municipal nº 1.683/2025 representa, segundo o vereador, não apenas o reconhecimento a uma figura histórica da aldeia Te’yikue, mas também um gesto de respeito à cultura, às tradições e à sabedoria dos povos indígenas da região do Bocajá.

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